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Iluminação artificial em Hidroponia

Iluminação artificial em Hidroponia

As plantas precisam de luz para crescer e florescer e é um fator determinante seja a iluminação feita diretamente do sol ou através de luzes artificiais. Desta forma iremos falar da iluminação artificial e iremos considerar os três princípios da luz que afetam o crescimento das plantas. 

Neste caso:

  • Qualidade
  • Duração
  • Quantidade
  • Qualidade

Com a qualidade queremos referir-nos à cor ou à mistura de cores que compõe a luz e que chega à planta. A luz visível é a radiação electromagnética que podemos ver. A cor da luz depende do seu comprimento de onda, medida em nanómetros (nm). Concretamente a luz visível é composta por radiações entre 380 nm (azul) e 740 nm (vermelho), e para além do azul temos o ultravioleta (com menor comprimento de onda) e por outro lado temos os infra-vermelhos (com maior comprimento de onda).

Se dividirmos o espectro de cores em fragmentos de interesse para as plantas, um azul, um verde (cor que a planta não absorve) e um vermelho. As emissões de luz (por exemplo o sol) estão compostas por uma combinação de fotões ("unidades" de luz) de distintos comprimentos de onda (cores). A esta combinação é o que referimos de falar de qualidade de luz. Por exemplo, a luz solar é uma combinação de certos comprimentos de onda, dando uma luz branca. Por outro lado, o sol dá outros comprimentos de onda que é observado por todos nós, como os infra-vermelhos (calor) e os ultravioletas. Das cores que as plantas detectam:

Azul (entre 400 e 500 nm)

É responsável principalmente pelo crescimento vegetativo (desde a germinação até à floração). Quando damos à planta unicamente luz azul, estas crescem com uma "estatura baixa" e conseguem ter uma cor mais escura. 

Vermelho (600-700 nm)

As plantas interpretam estas cores com uma proporção de um para um. Esta relação influencia o crescimento do talo, especialmente nos cultivos de luz direto. Da mesma forma, determina a floração em plantas sensíveis aos dias curtos. Estas plantas mais sensíveis são as que crescem melhor com luz directa e as que preferem a sombra são menos sensíveis. 

Azul e vermelho

Esta combinação favorece a floração.

Desta forma, os resultados de crescimento de várias plantas (que respondem de forma distinta a cada cor), variam de forma radical em função da iluminação que recebem, por isso é fornecer uma boa iluminação (artificial ou solar) é importante para ter resultados melhores.

Duração

Com a duração queremos referir ao fotoperíodo, ou seja ao número de horas que a planta recebe de luz num período de 24 horas. Para o caso de estar ao ar livre, o fotoperíodo durará o mesmo que as horas de luz solar, como é lógico. Existe o cuidado de saber que o fotoperíodo varia em função da estação do ano e esta pode afectar a floração de algumas plantas.

As plantas de dias curtos, são aquelas que florescem especialmente quando o dia é mais curto e recebem luz com menor quantidade. Ao contrário, as de dias grandes são aquelas que florescem quando os dias são maiores e recebem mais luz em determinadas horas. Podemos dizer que o número de horas ronda as 12h, mas este varia com as espécies. Por último temos as plantas neutras em relação à duração dos dias, cuja floração não dependem do fotoperíodo. Existem outros aspectos para além da floração que temos que observar, nomeadamente a ramificação e o crescimento.

Que plantas são de dias longos e quais as de dias curtos?

Geralmente as plantas de dia curto são as que florescem no outono ou primavera. São expostas a mais de 12 horas e não obtemos flores. As de dia largos são flores de verão e algumas hortaliças, como a alface, espinafre, batatas, etc. As de dias neutros temos o tomate, pepinos e alguns morangos, entre outros. Conhecendo estas propriedades podemos controlar até um certo ponto, o crescimento e a floração de algumas plantas.

Quantidade

A quantidade refere-se ao número de fotões (partículas de luz) capazes de fazer fotossíntese. 

Que tipo de luz necessito?

Existem duas estratégias principais a seguir em relação à iluminação. O objetivo pode ser compensar as plantas de dias curtos, necessitando assim de iluminação pouco potente (até 100 vezes menos potente que o segundo caso. Se quisermos substituir a luz solar, necessitamos de uma iluminação muito mais potente, aumentando o DLI (Daily Light Integral) ou a luz total que recebe a planta durante o dia.

Desta forma, se quiser usar uma determinada luz artificial, irá depender em primeiro lugar da função que quer que tenha, alargar os dias ou substituir a luz solar. Depende da planta e dos efeitos que quer que a luz tenha, pode inclusive usar-se várias "lâmpadas" com distintos espectros para distintas etapas de crescimento. Por último depende do dinheiro que está disposto a gastar. 

Bons cultivos ;)

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