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Baby Leaf: um mercado a crescer

Baby Leaf: um mercado a crescer

Para atender um mercado consumidor exigente, que busca cada vez mais por hortaliças diferenciadas e com apelo nutricional e visual, a produção de baby leaf pode ser uma ótima alternativa para o produtor que deseja expandir seus negócios.

Hortaliças baby leaf fazem parte de um mercado em ascensão na horticultura brasileira e mundial e, em paralelo, cresce também a busca por alternativas de produção para o setor que satisfaçam o mercado consumidor e ofereçam vantagens para o produtor.

Caso você não esteja familiarizado com o termo, trata-se de hortaliças como alface, rúcula, alface e espinafre, colhidas precocemente, ou seja, antes de completarem o ciclo de cultivo, para continuarem jovens. Estas não devem ser confundidas com as mini hortaliças, que são vegetais (e até frutas) geneticamente modificadas (sementes híbridas) como a mini melancia ou mini abóboras. As baby leaf, por outro lado, são cultivadas através da mesma semente utilizada para se obter um produto de tamanho convencional.

As baby leafs são caracterizadas não só pelo seu tamanho reduzido, mas também por serem macias, saborosas e por apresentarem diferentes cores e formatos. O tempo de espera para colheita varia de acordo com as espécies, porém, as plantas são retiradas geralmente na metade do tempo das hortaliças tradicionais. Por exemplo, em hidroponia, enquanto uma alface leva entre 38 a 47 dias para completar o seu ciclo total de desenvolvimento, a alface baby leaf já pode ser colhida na metade do tempo. O comprimento também varia de acordo com as espécies, porém, de acordo com o Instituto Agrônomo de Campinas (IAC) a folha precisa estar entre 5cm e 15cm.

A tendência das folhas “baby” já é consolidada em países da Europa, nos Estados Unidos e Japão e, no Brasil, tem atraído a atenção não só de consumidores e produtores, mas também de chefs de restaurantes, buffets e hotéis, principalmente daqueles especializados em culinária de alto valor agregado e que utilizam essas folhas na elaboração de pratos requintados e bem decorados.

baby leaf hidroponia

Além disso, o mercado de baby leaf tem despertado a curiosidade de pessoas que desejam consumir hortaliças sem causar desperdícios, e também das crianças, que têm simpatia por produtos de tamanho reduzido e cores diversificadas.

Para os produtores que desejam investir nesse tipo de produto, o cultivo de hortaliças baby leaf é promissor e possui um ótimo custo-benefício. Ao produzir em sistema hidropônico, por exemplo, apesar do investimento inicial ser elevado, acaba compensando devido a sua colheita antecipada que permite ao produtor a possibilidade de ter vários ciclos em curto espaço de tempo, garantindo, assim, uma rentabilidade mais estável. Ademais, este tipo de cultivo atende um mercado crescente e que está em busca de produtos de valor agregado superior. 

Outro ponto que oferece vantagem é a forma de comercialização, que pode ser em forma de única espécie (em maço ou soltas) ou em um mix contendo espécies variadas. Esta última opção é um dos produtos mais exigidos no mercado, pois possibilita maior valor nutricional na alimentação, além de agradável aspecto visual, já que compõe cores, texturas e sabores diversos.

Entre as formas de cultivo das baby leafs, a técnica hidropônica em NFT (Nutrient Film Technique) dentro de cultivo protegido é a mais comum e a que oferece mais vantagens ao produtor, pois ocupa menos espaço e confere rapidez e qualidade na produção, além de evitar gastos de água, já que a hidroponia utiliza um sistema fechado em que a água com os nutrientes (solução nutritiva) entra, passa pela planta e retorna para o reservatório. Ou seja, não existe perda por escoamento, apenas por evaporação. Outra alternativa para a produção de baby leaf é o sistema de produção em bandeja utilizado para a produção de mudas.

O cultivo de baby leaf é uma tendência que vem conquistando não só produtores que estão em busca de um nicho de mercado mais promissor, mas também consumidores, e o aumento do seu consumo está diretamente ligado à diminuição do tamanho das famílias, maior procura pela alta gastronomia e o consumo infantil de produtos mais saudáveis.

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